Estreando em Óperas!

28 07 2011

Eu nunca fui a uma Ópera. Mas curiosidade nunca me faltou.

Assim que fiquei sabendo que teria uma ópera no Theatro Municipal, fui logo verificar se estava acessível a minha pessoa ($$$). Satisfeita com o valor do ingresso, perguntei se alguém queria me acompanhar (marido não gosta muito e alguém tinha que ficar com a pimpolha). Dona Érika (coisa fofa de minha vida) topou e compramos os ingressos.

Alguém me explica POR QUÊ o ingresso.com cobra taxa de conveniência, se eu preciso enfrentar fila para buscar os ingressos?

Enfim, cheguei cedo doida pra trocar os ingressos logo e ir fazer um lanchinho básico e o Theatro só abre a bilheteria 1 hora antes do show! oi? Claro que se formou logo uma fila, mas eu estava logo na frente… rsrsrs Uma senhora com a neta estava logo atrás de mim e veio puxar assunto. É apaixonada por óperas. Estava ansiosa por esse espetáculo desde janeiro!!! Ela mora em Volta Redonda e ficaria hospedada num hotel depois. Fiquei pensando… Nós, cariocas, temos as coisas tão mais fáceis! Será que damos valor? Enfim, a senhora fez vários comentários sobre a Ópera comigo. Sorte que eu já tinha feito um estudo prévio e tivemos uma conversa agradável. Ela estava ansiosa para o momento que Nabucco seria atingido pelo raio. Fiquei curiosa por isso também. 

Ingressos nas mãos, 1 hora para começar e a fome batendo ponto. Eu e Érika resolvemos fazer um pit-stop no Amarelinho para um lanchinho. Érika estava doida pra comer gurjões de frango. Sentamos, pedimos e veio um homem perguntar se podia me dar um papel. Achei estranho, mas como ele disse que só queria deixar a mensagem comigo, aceitei. Chegou nossas cocas e fui abrir a mensagem… Quase tive um treco de tanto rir!

Isso é nova moda de cantada? Ser casada faz a gente não ficar atualizada com essas modernidades! E eu que jurava que as pessoas agora trocavam endereço de facebook!

Enfim, 20 minutos depois o garçom volta mandando a gente escolher outra coisa pra comer porque não tinha mais o gurjão. Se eu não tivesse tão anestesiada pela cartinha, teria mandado o garçom praquele lugar, mas resolvemos pedir outra coisa.

Barriga cheia, 80% do petisco no prato ainda e quase na hora da ópera. “Moço, faz uma quentinha e traz a conta. Rápido!”.

Lá fomos nós pro Municipal (com a quentinha escondida na bolsa) sentar nos nossos lugares na primeira fileira da galeria. Sempre fico imaginando se já teve gente que caiu da galeria da platéia. Aquilo não é seguro, Braseeeel!

Bom, a Orquestra anunciou e a Ópera começou.

Tenho que destacar a maravilha que é Ópera com Close-Caption! Genteeeee! Tem legendas!!!!! Óbvio que eu não entenderia nada do que eles cantam em italiano sem as legendas. Tô apaixonada. Alguém sabe se é assim sempre? A-do-rei!!!!!!

O 1º ato foi meio cansativo. Mas o coro sempre é emocionante.

O primeiro solista a soltar a voz foi o Zaccarias. Uma figura com um cabelo que atraía toda a minha atenção. Não tinha pente naquela época?  Eu não sou crítica de ópera, meus conhecimentos são Pavarotti e Edson Cordeiro (acho que ainda tenho o CD dele cantando La Flauta Magica)… Mas tenho a leve impressão que ele deu uma desafinada. Quem sou eu pra falar que alguém desafina? Aquela que os únicos “Três Tenores” que eu conhecia era o Moreira, Bezerra e Dicró!

Enfim, depois a Fenena cantou e achei interessante.

Depois apareceu o Ismael. Se eu tivesse levado a Pimpolha pra assistir ela falaria que ele é o “príncipe”. Não sei se era problema de quem assiste de galeria, mas eu não consegui escutar muito bem a voz dele. Ainda mais quando o coro entrava junto.

Até que entrou a Abigail. Genteeee, a mulher domina o palco. Só dá ela. Achei que ela dá uns gritos meio fora do contexto, mas eu não entendo de música, né?

Ela e a Fenena disputam o amor de Ismael. Meu filho, tem duas mulheres te querendo e você entra com uma vozinha dessa???

Apareceu também o Abdalo que não cantou nesse momento, mas ficou marcado porque o visual dele era IGUAL ao Mr. T! Não consegui mais olhar para ele sem dar uma risadinha safada.

Deu o intervalo e eu e Érika fizemos uma análise de tudo. O cenário era bem interessante, feito quase todo de tubos de 150mm e 100mm. E desses materiais a gente entende! hahahahahahahahaha Também filosofamos se o Fantasma da Ópera foi inspirado em alguma pessoa que tenha se jogado da Galeria até a Platéia. Será que tem alguém sentindo o cheiro da quentinha???

Começou o 2º ato e só a Abigail no palco. Que figurino baphônico! Preciso pra ontem! Aliás, todo as roupas dela foram um escândalo!

Apareceu o Abdalo e cantou!!! Canta muito bem, mas eu só conseguia lembrar do Mr. T, lembrei do McHammer e minha concentração foi pro beleléu.

Finalmente teria o raio que a senhorinha da fila falou. Fiquei lá na maior espectativa e pim. Só um flash! Já acabou? Já teve o raio? Nem um barulhinho de trovão mais potente? Nem uma chamuscadinha?

Intervalo. 22h. Opa! Nesse ritmo quando acabar não vai ter mais metrô e as duas mocinhas vão ter que pegar um táxi. Temos dinheiro? Cata moedinhas.  Hummmm… Melhor ligar pro Edson e deixar ele preparado pra pagar nosso táxi. “Podem vir, mas só tenho 20 reais em casa.”  – Será que dá pra pagar o táxi com RioCard??? Vixi! Prepare as coxas, Érika, vamos apelar pra sedução! hahahahahahahahaha

3º ato – Toda vez que o maestro entra precisa aplaudir?

Nabucco tá doidão. E a Abigail tá poderosona de rainha. Por que será que os malucos sempre são retratados com camisolão branco? Lembre-me de nunca comprar um camisolão, muito menos vestir. Já sou considerada doida de calça jeans!

Aí vem a parte mais bombante da Ópera: a música que todo mundo conhece só por causa da Propaganda Eleitoral do Álvaro Valle!!!

O público gritou Bravo! pipocaram flashs de máquinas digitais. Não era proibido fotografar, meu povo? Foi tanta comoção que teve BIS!!!! Pode isso, Arnaldo? Bis na ópera?

Confesso que o momento foi emocionante mesmo. Achei o cenário perfeito e o encaixe das grades foi bem projetado. Quase que o Nabucco lá jogado no chão passou despercebido. Se fosse eu, aposto que eu teria cochilado.

O 4º ato começou direto, sem intervalo.

Nabucco acorda, e resolve que não está mais doidão. O Mr. T acredita e liberta ele. Saem correndo para salvar Fenena que a Abigail mandou matar.

Fenena não morre, Nabucco se converte, cai um leão do céu (ou era bezerro? ou carneiro?) e blá blá blá… Cadê a Abigail? Aceitou tudo na boa? Aí o Nabucco comenta que ela tomou veneno e ela aparece. Mesmo sem os brilhos (quero todos), com a roupa toda ensanguentada (ué, não era veneno?) e implora perdão. Ela morre… Ahhhhh

Todos ficam felizes, o Mr T canta, o Zaccaria ainda não penteou o cabelo e acaba.

23:30h.

O metrô fecha 23h ou meia-noite?

Saímos do Theatro, quinhentos mil taxis na frente esperando e maior grupo indo pro metrô. Vâmo pro metrô!

Ainda deu tempo ver a comemoração do povo nos bares quando o Flamengo fez o 5º gol!

Pegamos o metrô a tempo e voltamos felizes, cantantes (agora a gente canta ópera, honey), sorridentes e com dinheiro pra casa!   Aêêêêêêêêêêêê

Quero parabenizar a direção do espetáculo que emendou os atos e deu tempo do povo voltar pra casa de metrô. Pensar no público é isso aí!

Resultado final: Gostei muito da Ópera. Não sei será a ponto de comprar dvds, mas foi um belo passo inicial.

Alguém sabe onde que tá passando o Fantasma da Ópera?

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#adorobandinhas

29 09 2009


Juro que queria iniciar esse post com uma foto minha abraçada a uma bandinha. Justo no dia que a Charanga Rubro Negra está aqui pelas bandas, deixei o celular no escritório.

As bandinhas fazem parte da minha infância. Das festinhas de bairro que sempre tinha uma pra animar. Tem um vereador da área onde morei que periodicamente vai com uma bandinha pelas ruas e para de casa em casa ouvindo quem quiser reclamar de algo. Minha avó até hoje já faz cartinhas com solicitações, e deixa pronta esperando o dia que o vereador vai passar. É só escutar a bandinha e correr pro portão. Não é a toa que o vereador é eleito toda eleição que concorre.

Na adolescência eu troquei as bandinhas pelas orquestras. Sim, eu fui aquela adolescente doida que só faltava falar “no meu tempo moça não usava calça Lee”. Minha grande paixão era (e continua sendo) a Orquestra Tabajara.
Coisa que só a dança de salão fez por mim. Gostar de orquestra e a cada música ouvida pensar se dava pra dançar bolero, soltinho, cha cha cha ou samba. (Sempre gostei mais do soltinho)

Depois que vim trabalhar no Centro, voltei as origens em muitos sentidos. E num deles é o meu amor pelas bandinhas.
Aqui sempre tem manifestação. E sinceramente enche o saco colocar um mané com um microfone na mão gritando que “o povo unido jamais será vencido”. Manifestação boa, pra mim, tem que ter bandinhas.
Pega uma bandinha, bota uma camiseta sobre seu manifesto e uma pessoa com uma placa na mão explicando seu protesto. Quer coisa mais simpática?
Esse tipo de manifestação eu apoio e simpatizo.
Há algumas semanas, fizeram até um bolo e distribuiram pras pessoas para “comemorar tantos anos sem aumento”.
Não fecharam rua, não gritaram no meu ouvido. Distribuíram bolo! (eu não peguei!)
E colocaram uma bandinha!

Agora, na greve dos bancários, tem bandinha praticamente todo dia. Fizeram até uma marchinha de carnaval com o protesto! A bandinha toca até Flor de Lis e no meio das músicas, toca a marchinha-protesto. Vai me dizer se você também não simpatizaria com a causa?

É por isso que eu digo em alto e bom som que eu #adorobandinhas Adoro mesmo. Deixa meu dia mais feliz! E qualquer coisa que faça nosso dia mais feliz vale a pena, né?

E é pensando nesse post que já decidi onde comemorar meu aniversário. Detalhes num post qualquer mais a frente…. rs